Nas redes sociais, ficar de fora é vantagem?

Por mais que não se queira admitir, a velocidade do mundo digital faz vítimas com o “fogo amigo”. O mundo das redes sociais é muito veloz. O problema não está na dinâmica do processo, mas na forma como usuários e empresas estão encarando a aplicabilidade das redes sociais.

Twitters, blogs e qualquer outro tipo de redes sociais disponíveis na atualidade estão ofertando muito mais quantidade que qualidade de informação. É claro que o ser humano não tem tanta habilidade em lidar com conteúdo qualitativo, preferindo “gato a lebre”. Para a maioria dos profissionais que estão na “era do marketing digital”, o que vale é produzir conteúdo e disponibilizar nas diversas plataformas onde as redes sociais se operacionalizam. “Quem vai fazer a escolha é o internauta”, dizem.

A importância de conteúdos de qualidade nas redes sociais

Mas onde está a verdade? Ou melhor, qual o caminho mais adequado para seguir: ir no embalo da onda, surfando com todo mundo, ou analisar mais psicologicamente o comportamento das comunidades para se posicionar de uma forma menos surreal? A maioria das empresas encontra na rede social um caminho por onde a Inteligência Competitiva apresenta resultados. Mas, será que estamos fazendo a leitura correta das oportunidades de negócios nos ambientes virtuais?

A maioria absoluta das organizações estão pensando em redes sociais, falando nelas, desenvolvendo estratégias para atuarem nesses ambientes, mas acabam operacionalizando suas ações no campo tradicional dos relacionamentos comerciais. Apesar da agilidade das redes sociais, os relacionamentos não são tão ágeis assim e nem todas as empresas podem, mesmo que queiram, se posicionar nos ambientes virtuais.

Para atuarem nas redes sociais, as organizações precisam vencer obstáculos que não são tão fáceis de transpor, como alguns pensam. O primeiro deles é definir o objetivo e se propor a alcançar em modelos totalmente diferentes onde atua. Em seguida, é preciso identificar clientes e suas necessidades, atendendo-os além de todas as expectativas.

Depois, deve ser realizado um eficiente fluxograma de atividades para o processo de inteligência competitiva; o processo das fontes de informação, o direcionamento do programa de comunicação, o software de apoio, a entrada de informações primárias, o reconhecimento de entidades, o agrupamento por similaridade e, por fim, a efetivação do portal de inteligência competitiva. Tudo isso para atuar nas redes sociais.

Qual a dificuldade de atuar nas redes sociais?

A dificuldade de posicionamento que a maioria das empresas tem nas redes sociais não está no conceito de comunicação em rede, mas na ansiedade que as organizações têm querer estar em tudo ao mesmo tempo, mesmo que na realidade não estejam em quase nada, de fato. Ter um site, por exemplo, e oferecer por ele entrega de produtos e não cumprir prazos, é melhor não ter.

Assim, na era das redes sociais, se sua empresa não tem agilidade suficiente para se posicionar ou acredita que o que vale é aparecer, mesmo que de forma insignificante ou insuficiente, vai um conselho: é melhor ficar fora, porque quem tem telhado de vidro não pode jogar pedra no telhado dos outros. E olha que os concorrentes adoram jogar pedras!

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