De clientes a parceiros: o novo posicionamento da comunicação

Todo empresário tem consciência da importância da comunicação. Porém, quantos estão dispostos a investir adequadamente em um plano comunicacional, com objetivos, estratégias, metas e orçamento definidos a curto, médio e longo prazos?
Não obstante a sua importância, a comunicação ainda é considerada uma “perfumaria” para boa parte dos empresários. É ao mesmo tempo vilã e mocinha de uma história de um negócio. Por não se uma ciência exata, dificilmente é possível garantir o retorno sobre o investimento e seu resultado está condicionado a inúmeras variáveis.

A importância da comunicação

A comunicação é impiedosa com quem não sabe tratá-la com respeito, aproveitando todos as vantagens que ela pode oferecer se forem aplicadas corretamente as estratégias. Há campanhas belíssimas, premiadas internacionalmente, mas os resultados de marketing não foram tão expressivos quanto os institucionais. Há outras, porém, sem expressão criativa, limitada estrategicamente, mas apresentam um ROI (retorno sobre o investimento) acima do que a empresa imaginava, com aumento de vendas, crescimento do market share, etc.
Então, onde está o problema? Na análise dos cenários, que acabamos os menosprezado ou superestimando-os. “Nem tudo que reluz é ouro” e a maioria dos profissionais de comunicação, marketing e empresários acredita que sabe de tudo, que conhece tudo e que nada vai dar errado.
Esse velho hábito da comunicação capitalista gera um campo de batalha. De um lado estão os diversos meios de comunicação, um dizendo que é mais eficiente que o outro, na busca enlouquecida por anunciantes. Do outro as empresas, a maior parte delas acreditando que investir em comunicação é muito caro – e é mesmo, quando desconhecemos a capacidade de retorno de cada tipo de mídia. No meio, o mercado, os públicos consumidores.
Para conquistá-los, porém, é preciso muito mais que uma vantajosa proposta comercial, uma bela campanha publicitária ou uma eficiente estratégia de comunicação. É necessário convencê-los a serem mais que clientes: parceiros. E isso, bem poucos empresários, gestores de comunicação e departamento comerciais dos veículos de comunicação sabem fazer. Nos próximos anos, porém, o ambiente corporativo será regido pela parceria e não pela caça aos clientes. E só uma questão de tempo.

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